Goiás tem barragens que podem representar riscos

FORÇA TAREFA FOI CRIADA PARA MONITORAR SEGURANÇA DESSES EMPREENDIMENTOS. NOVE MIL JÁ FORAM IDENTIFICADOS NO ESTADO. MUITOS SÃO CLANDESTINOS

Barragem de-Crixás-foto-Secima

A iniciativa tomada após a tragédia de Brumadinho, Minas Gerais, faz parte do Plano de Ação para o Controle de Segurança de Barragens (PACSB) anunciado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente.  Cerca de nove mil barragens já foram identificadas por imagem de satélites em Goiás e serão mapeadas pela força tarefa do PACSB. Participam das ações, Secretaria de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Instituto Mauro Borges e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO).

“Ainda vamos elaborar que ações serão tomadas. Vamos treinar essa força-tarefa e montar uma sala de situação para fazer todo cadastro e análise dos documentos apresentados pelos empreendimentos”, explicou a secretária de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis. A secretária afirmou ainda que o Estado não tem cadastro de suas barragens e nunca elaborou um projeto de fiscalização desse tipo de empreendimento.

O Ministério Público (MP) foi representado pelo promotor de justiça, Delson Leone. Segundo o representante do MP, esse momento pede uma análise sobre a situação das barragens no Estado. “Temos milhares de barragens clandestinas. Não devemos fazer uma caça às bruxas, mas precisamos de uma reflexão sobre onde queremos chegar. Precisamos de um planejamento estratégico”, afirmou.

O presidente da Câmara de Mineração da Fieg e gerente regional de Relações Externas da Mineração Maracá, Wilson Borges destacou a necessidade de se tomar medidas cautelosas para que não se instale pânico entre a população. “Tenho certeza que não vamos ter um acidente como o de Brumadinho aqui em Goiás. As empresas trabalham com seriedade e todas estão dispostas em ajudar nesse processo”, afirmou.

O representante do Conselho Regional de Engenharia e de Agronomia de Goiás (Crea-Go), Ricardo Ferreira apontou para a falta de profissionais técnicos, tanto nos órgãos responsáveis pelos licenciamentos das mineradoras, como nas próprias empresas responsáveis pelas barragens. Ele afirmou que o Crea irá monitorar o problema. “Vamos cobrar que existam técnicos para cada área, presentes no dia a dia dos empreendimentos. Muitas vezes, as empresas têm os profissionais, mas eles moram em outros estados”, afirmou.

Mineradoras representadas no encontro defenderam as condições de segurança de suas barragens. “Nossa barragem em Crixás tem inspeções semanais, com monitoramento de níveis de água e pressão”, garantiu Diogo Costa, gerente de operações da mineradora AngloGold Ashanti.

Leia mais sobre o assunto:http://seguranca-de-barragem-e-discutida-em-alto-horizonte

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